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It's Suddenly Love
for me and you.

Egocentrismo

Gabriela. 16 anos. K-popper. Ficwritten. Desenhar, cantar no tomar banho, ir a eventos, escutar música alta. Livros, romance, drama, terror. Tímida, impaciente, simpatizante, sensível, alegre, sonhadora. Super Junior. SHINee. Big Bang. Japão. Coréia. Donghae <3 Muito prazer. ❤


Playlist

"Ainda que eu não possa ter você, no final, meu coração está bloqueado pela
parede do triste destino.
Eu te amo, mesmo que seja deste
lugar onde só eu possa te ver.
Porque você é meu tudo."




Get strong by day, oh
So when the night falls down
You can shine yellow!

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You surrounded me with your endless love

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Are you sure you want to turn back the time and read about my past?

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cuidamos apenas de encher a memória, e deixamos vazios o entendimento e a consciência

Quem é você? Que me julgas assim tão descaradamente. Envolvendo os meus dias e seguindo à risca meus horários. Desde quando você se tornou tão presente? Vivendo ao meu lado como sombras que envolvem minha mente, meu corpo, me empurrando de lado para outro. Fazendo-me mudar de ideia repentinamente e me sentir horrível. Vez ou outra sinto que penetram minha pele, espetam minha alma, meus pensamentos. Me enchem de dúvidas, de desconfianças... Quem é você?

Sinceramente, não era você que eu estava esperando. Eu nunca, em todo esse tempo, achei que você poderia estar ai, vivendo, existindo, crescendo, evoluindo dentro da minha mente. Sinto que, apesar de não te conhecer, eu já te vi por ai. Então por que me olha assim? Com esses olhos pretos e pequenos, estranhamente puxados nas pontas.

Por que dialoga com tanta ira e frustração? Curvando os lábios tensos para baixo. As palavras saem, mas eu não te escuto. Sou eu que estou falando. Eu que estou gritando e destratando. Seus lábios se mexem, mas eu escuto a minha voz. Acho que estive tagarelando por muito tempo e não te dei chances de se pronunciar.

Gostaria de saber de onde veio e para onde vai. Onde nasceu e por que insiste em se fixar ao meu lado. Com suas garras em meu coração, tirando-me o ar e matando-me o ser. Suas raízes aos meus pés, cravando-se em meus caminhos, atrofiando o destino. E sua essência em meu corpo, controlando-me, julgando-me e repreendendo-me para sempre.

Por que me machuca? Me corrói? Me faz olhar para a luz tão diretamente, cegando-me. Parece que você está tentando, incansavelmente dia após dia, me levar para o caminho certo. Mas o que é o certo? O que é o errado? E principalmente, quem decide isso? Não é possível que não perceba o tanto que desejo me ver livre de você, longe de suas suposições, seus pensamentos. Tão cruelmente certos...

Às vezes eu te vejo e, como agora, percebo que talvez te conheça. Esse seu cabelo comprido e loiro. Essas suas mãos pequenas. Seu nariz arredondado. Eu já vi isso. Parece mais uma página dupla, uma cópia, uma imitação perfeita, uma foto, um reflexo, um espelho.

Ah, é você.

Olá consciência.

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17:47

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O amor é cego

A fumaça cinza do ônibus cortava o céu azul. Suas rodas queimavam no asfalto quente e chiavam a cada curva fechada. Já havia percorrido vários quilômetros, viajando por muitos lugares e traçado diversos caminhos. A lataria desgastada ficava ainda mais amarelada no sol quente de meio dia.

O vento batia nos cabelos cacheados e ruivos, fazendo-os entrarem em chamas. Uma garota debruçava seu corpo magro e forte no parapeito da pequena janela do ônibus, colocando com um pouco de dificuldade sua cabeça para fora. Sentia todo o frescor da manha. Seus joelhos estavam no banco almofadado e seus cotovelos no descanso dos braços. Nem ao menos abria os olhos para ver a maravilhosa paisagem dos grandes pastos verdes e amontanhados. Com as árvores formando sombras no solo, os cavalos correndo livremente e um gado de alimentando nos arredores das cercas. Queria sentir a brisa, aproveitar o sol e absorver alegria com mais intensidade.

Depois de um tempo o ônibus parou e ela finalmente abriu os olhos e mostrou ao mundo aquelas esmeraldas brilhantes. Aspirou o ar daquele lugar de suas lembranças, de suas memórias, seu ponto de partida. Desceu do ônibus segurando sua mala, roçou os pés na áspera areia vermelha e seguiu em frente naquele lugar tão nostálgico.

Estava andando pela cidadezinha em que nasceu e viveu sua infância. Onde passou belíssimos dias andando a cavalo, nadando no lago, brincando na rua e se divertindo com as outras crianças. A cada passo dado ela se lembrava de algum momento inesquecível. Cada ano de sua vida lá fora maravilhoso, até que o destino a mandou para longe, tirando-a toda a inocência do interior e levando-a para a loucura das cidades grandes.

Ela se tornou mais arredia, desconfiada, melindrosa. Se tornou ambiciosa nesse seu novo mundo vicioso.Vivia nos tempos corridos, nos dias contados, nas horas extras e nos quinze minutos de almoço. Correndo contra os ponteiros do relógio, enquanto atravessava às avessas as ruas movimentadas. Com um copo de café equilibrado em uma mão e uma pilha de documentos na outra. Não sabia o que era descansar realmente ou dormir por mais de seis horas. As paredes cinzas e pixadas da cidade haviam emparedado seu coração.

Mas ali, naquela cidade repleta de reminiscências, ela se transformava na mesma garota de dois anos atrás. Com o mesmo ar de inocência e ingenuanidade. A esperança estampada no rosto corado e as trançinhas no cabelo. Essa era quem ela costumava ser.

Seus olhos percorriam as ruas movimentadas. Era sábado e todos estavam nas calçadas mostrando suas melhores roupas. Ela queria encontrar alguém em especial. Uma parte de seu passado. Uma parte de si que havia deixado para traz sem se dar conta. Queria encontrar dois olhos castanhos como chocolate, um cabelo preto bagunçado pelo vento, a pele que ficava cheia de sardas no sol. Desejava rever aquele por quem entregou seus sentimentos, que lhe proporcionou os melhores momentos de sua vida. Felipe.

Estava tão pedida em seu passado que andava sem direção por aquela calçada fervente. Deixava seus pés a guiarem para onde quisessem. Não tinha pressa de nada mais. Trombou em um homem, fazendo-a voltar para a realidade. Sua mala caiu do meio de seus dedos e tombou no chão. O homem se assustou um pouco, pegou a mala e entregou para a garota sem nem ao menos olhar em seu rosto. Ela também não havia reparado nele. Ela pediu desculpas e continuou seu caminho.

O homem também prosseguiu em frente, mas depois de poucos segundos parou. Virou-se. Suas mãos um pouco nervosas e trêmulas. Uma pitada de esperança. Apostando nas impossíveis possibilidades.

- Meg? - ele perguntou para o espaço. Não viu ninguém. Não viu nada.

Ninguém respondeu. Então ele continuou a andar, mas agora decepcionado. Sorriu de lado. "É claro que não seria ela". Levantou seu rosto para a luz e seus olhos brancos, aquosos, como uma camada brilhante, reluziram ao sol. Suas sardinhas apareceram por cima de suas bochechas.


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11:38

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus..."

Durante todo esse tempo eu estive com essa dúvida. Não desamparada, mas totalmente inquieta com essa falta de irregularidade, variação, mudança, quebra da rotina. Uma indiferença pelo mesmo fim e até a raiva da monotonia. Não é moléstia à maneira de viver sem alterações nos hábitos, mas sim a forma aparente como tudo em minha volta tem a satisfação e o deleite de se limitar em um único término.

Não era por acaso e nem eventual. Tinha uma razão. Foi quando percebi que a palavra mais dita por mim e para mim é "acabou". É tão prodigioso como ela se aplica em tantos pretextos, tantas ocasiões e
circunstâncias.

Ela se apodera de tudo e transforma o que esta acontecendo no presente. Uma
palavra pequena, simples, mas tão poderosa e consistente. O pior é ter que conviver, se acostumar e sempre se dar conta de que ela vai sempre estar ali, ocupando qualquer começo, meio e fim.

Não existe "Era uma vez" ou "
The End". Existe "acabou", e isso é tudo.

Eu já disse acabou várias vezes, mas essa palavra me persegue. Tudo gira ao redor dela. Cheguei a uma conclusão que é melhor desistir de fugir, já que ela nunca
será transformada em uma continuação. Fui maltratada por ela diversas vezes. Tendo que inutilmente fazer com que meu corpo se acostumasse com esse fim. Até as coisas mais banais terminam com um "acabou".

Pode parecer que é bom ter um final assim, mas seria muito melhor se fosse um "Viveram felizes para sempre".

Enquanto isso eu fico aqui, escrevendo esses versos, com essa palavra cravada no peito.

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♥ Obrigada por ler.
14:22