
sexta-feira, 11 de junho de 2010
"Mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus..."

Durante todo esse tempo eu estive com essa dúvida. Não desamparada, mas totalmente inquieta com essa falta de irregularidade, variação, mudança, quebra da rotina. Uma indiferença pelo mesmo fim e até a raiva da monotonia. Não é moléstia à maneira de viver sem alterações nos hábitos, mas sim a forma aparente como tudo em minha volta tem a satisfação e o deleite de se limitar em um único término.
Não era por acaso e nem eventual. Tinha uma razão. Foi quando percebi que a palavra mais dita por mim e para mim é "acabou". É tão prodigioso como ela se aplica em tantos pretextos, tantas ocasiões e circunstâncias.
Ela se apodera de tudo e transforma o que esta acontecendo no presente. Uma palavra pequena, simples, mas tão poderosa e consistente. O pior é ter que conviver, se acostumar e sempre se dar conta de que ela vai sempre estar ali, ocupando qualquer começo, meio e fim.
Não existe "Era uma vez" ou "The End". Existe "acabou", e isso é tudo.
Eu já disse acabou várias vezes, mas essa palavra me persegue. Tudo gira ao redor dela. Cheguei a uma conclusão que é melhor desistir de fugir, já que ela nunca será transformada em uma continuação. Fui maltratada por ela diversas vezes. Tendo que inutilmente fazer com que meu corpo se acostumasse com esse fim. Até as coisas mais banais terminam com um "acabou".
Pode parecer que é bom ter um final assim, mas seria muito melhor se fosse um "Viveram felizes para sempre".
Enquanto isso eu fico aqui, escrevendo esses versos, com essa palavra cravada no peito.
Marcadores: Intrínseco, Reflexões
♥ Obrigada por ler.
14:22